sexta-feira, 16 de março de 2012
Mulheres modernas: qual é o seu papel?
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O que levar para o próximo ano?
No entanto, há uma tarefa que, normalmente, esquecemos de realizá-la. Em meio a tantas coisas para fazer e festas para confraternizar, é natural que deixemos de lado o nosso “balanço pessoal”.
Não é uma tarefa fácil, mas nem por isso, deixa de ser importante. Pense bem, quanto tempo gastamos festejando, arrumando a casa, colocando em ordem o trabalho, a viagem, os presentes... Em que momento, você parou pra pensar: “O que eu quero levar para o próximo ano?”
Vivemos tantas experiências e emoções durante todo 2011. Seria muito bom dedicarmos um tempo para organizar tudo isso. O que foi bom e o que não foi? O que mudou em mim? O que eu preciso transformar? Como eu fecho este ano de 2011? E com que energia eu abro 2012?
Bom trabalho! E um ótimo Ano Novo!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Adolescencia de pais e filhos
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Para isso, os pais precisam resgatar a vivência da sua própria adolescência e, ao fazerem isso, perceberem quais foram as suas dificuldades, como lidaram com os conflitos entre as gerações e o que ficou, para eles, desta fase.
Alguns irão reviver sua adolescência com certa nostalgia e alegria pelo que puderam fazer e descobrir naqueles tempos. Outros, no entanto, ao reviverem este período, entraram em contato com marcas profundas de angústia e repressão.
Por sua vez, os adolescentes estão lidando com as descobertas, com as dúvidas, com as inúmeras mudanças físicas e psicológicas e, nem sempre se sentem a vontade no relacionamento familiar.
As recordações e preocupações cotidianas dos pais e a intensa transformação dos filhos, podem ocasionar um desgaste expressivo na relação familiar, contaminando também, o relacionamento do adolescente consigo mesmo e com o mundo externo. Isso tudo acaba gerando uma tempestade de emoções mal resolvidas para ambos os lados: pais e filhos.
Reconhecer tais dificuldades já é um grande passo. Buscar ajuda é outro enorme. Antigamente, as famílias se reuniam mais e trocavam idéias a respeito da educação dos filhos. Além de perceberem que não estavam sozinhos, os pais recebiam apoio e muitas vezes, soluções para algum conflito semelhante ao que também ocorria em outras famílias.
É preciso buscar estas conversas entre os pais, seja na igreja, no clube ou na escola. Também é possível contar com a ajuda de um psicólogo para melhorar o relacionamento familiar. Tanto os pais, como os adolescentes, se beneficiam muito de uma terapia (familiar ou individual).
A terapia é um espaço que se cria para falar dos problemas, das dúvidas e dos sentimentos. O intuito é promover a comunicação familiar - propiciar o diálogo franco e construtivo; equilibrar as emoções - fortalecendo pais e filhos para lidarem da melhor maneira possível com os conflitos e fortalecer o amor para que, através dele, cada um possa crescer, fazer suas escolhas e ser responsável por elas.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cumplicidade: não vem junto com os presentes de casamento!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O mundo sem internet?
Se pararmos para pensar, veremos que todas as pessoas que nasceram antes dos anos 80 tiveram este “precioso” privilégio, que de agora em diante ninguém mais terá. Estas pessoas, e me incluo também, conheceram dois mundos: o mundo antes e o mundo depois da internet!
No mundo antes da internet, sabíamos que qualquer documento tinha que ser enviado pelo correio. As notícias chegavam pelo rádio, TV ou jornal. Procuravamos o telefone de alguém na gigantesca lista telefônica e o endereço no Guia de Ruas. Pesquisavamos qualquer tema de trabalho escolar na respeitada Enciclopédia Barsa (também era muito respeitada a família que possuísse uma na estante de sua sala). Enfim, o mundo era mais concreto e mais lento e, óbviamente, isso tinha suas vantagens e desvantagens.
Até mesmo a noção de distância era outra, porque as cartas demoravam para ir e custavam para voltar com as notícias de alguém distante. Isso nos dava a noção do quão longe alguém estava. Até mesmo as conversas eram mais longas e para encontrarmos alguém tínhamos que marcar hora e lugar. As fotos eram reveladas e só então, podíamos ver o que havia sido fotografado. Este mundo sem a internet virou história para contar aos jovens que não o vivenciaram e por isso, não conseguem imaginá-lo.
Dificuldade semelhante também tivemos para imaginar o mundo com a internet. E é surpreendente pensarmos que os motivos do seu surgimento estavam bem longe desta verdadeira transformaçào mundial que ocasionou. No final dos anos 50, os militares americanos começaram a utilizar um meio informatizado para desenvolver projetos em conjunto e à distância. Em 1969 incluiram as universidades americanas e depois outras redes paralelas o que promoveu o nome: internet (redes interligadas) capaz de se comunicar com qualquer computador. Daí em diante, tudo mudou.
Surgiu o grande “sábio” chamado Google, que nos responde o que quer que seja. O Facebook nos permite encontrar alguém distante e nos surpreender com o fato de que temos amigos em comum que nunca antes imaginávamos. O mundo ficou tão pequeno e tão conectado! Talvez nunca antes tenhamos nos sentido tão “interligados” como se estivéssemos numa grande “rede social”.
Esta sensação de pertencimento a este mundo virtual tão pequeno é desconhecida pelas antigas gerações. O que elas puderam testemunhar foi um mundo mais real e muito grande. Assim como, é desconhecido para as gerações pós-internet todas estas experiências não-virtuais. Mas de tudo, o que nunca pode desaparecer é o intercâmbio de experiências entre as gerações. Contar histórias sempre foi uma atividade que contribui muito para o desenvolvimento humano. E é através das histórias, dos diálogos, do relacionamento com nossas crianças e adolescentes que, vamos ensinando a realidade de um mundo que existe além da tela do computador.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O perfume e a mulher
A mulher é como um frasco de perfume, moldado pelos padrões estéticos e sempre cultuando uma beleza incansável. O frasco é feito de vidro e a mulher de carne e osso. Ambos, material nobre, no entanto, frágil. No interior do frasco encontramos uma essência, um perfume. No interior da mulher, encontramos, também, uma essência: a alma feminina.
Para o antigo Egito, o perfume, algo etéreo, imaterial e impalpável, era considerado sagrado, pois, representava a alma - um meio sublime de comunicação com o divino. O perfume entra no interior do nosso corpo pelo ar, através da inspiração e sentimos seu efeito a nível cerebral, quase como um sopro sobrenatural.
A captação da fragrância da flor em forma estável, foi um processo alquímico que colocou o homem em contato com a parte mais preciosa do vegetal: sua essência. Foi um trabalho difícil, assim como também é difícil entrar em contato com a alma feminina.
Há fases em nossa vida, que nos sentimos assim como um frasco em que há muito tempo acabou o perfume. Existimos, mas sem nossa essência. Sentimos um vazio, uma falta de significado para tudo. Podemos achar que não somos amadas ou que perdemos a capacidade de amar.
Isso acontece por que deixamos de cultuar a nossa alma feminina. É como se deixássemos evaporar o perfume, a essência do nosso ser. As vezes, levamos uma vida agitada, atordoada de compromissos, repleta de maus tratos físicos e dos mais variados vícios. Vivemos uma cultura patriarcal em que se reverencia só o lado masculino.
Desta forma, vivemos sufocando nossa alma feminina, para nos submeter às regras do mercado de trabalho e às estruturas sociais. O pensamento, o julgamento e a racionalidade tornam-se os fatores dominantes, enquanto que o relacionamento, o afeto, o carinho e o respeito pela natureza são negligenciados.
Perdemos nosso perfume e ficamos como frascos vazios perambulando pelo mundo, sem a criatividade, sem a vitalidade do amor, da beleza e da renovação espiritual. Aspectos essenciais do feminino que não podem ser restabelecidos através de cirurgias plásticas ou banho de lojas. Recuperar nossa essência é mergulhar em nossas lembranças de infância, em nossos sonhos de adolescentes, em nossos mais profundos desejos e receios. É conhecer, profundamente, o nosso próprio ser.
Não precisamos mudar o sistema social em que vivemos, mas não podemos permitir que ele altere a nossa natureza feminina. Não precisamos competir com os homens, nem adotar qualidades masculinas. No entanto, precisamos conviver bem com o nosso feminino em essência.
Assim como o perfume, nossa alma feminina é etérea, imaterial e impalpável. Mas podemos senti-la, podemos reverenciá-la e, assim, nossa vida deixará de ser insegura e submetida à um sentimento de inferioridade em relação ao masculino. A mulher moderna que permitir se auto-conhecer e cuidar de si mesma, manterá seu frasco repleto da essência feminina e estará preparada para viver a vida mais intensamente. Não desista de si mesmo, não lute contra a sua natureza. Lute por uma vida saudável!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Vá aonde o seu coração mandar!
Lutar por uma idéia sem ter uma idéia de si mesma é uma das coisas mais perigosas que alguém pode fazer.
Toda vez que se sentir confusa, perdida, pense nas árvores, lembre-se de como crescem. Uma árvore com muitos galhos e poucas raízes acaba sendo desarraigada pela primeira ventania, ao passo que, numa árvore de muitas raízes e pequena copa, a seiva mal consegue escorrer. Raízes e ramagem devem crescer em mesma medida!
Você precisa estar dentro e acima das coisas, pois só assim será capaz de oferecer sombra e abrigo, só assim poderá cobrir-se, na estação certa, de flores e frutos.
E então, quando se abrirem vários caminhos e você não souber qual escolher, não tome qualquer um, tenha paciência e espere. Respire com a confiante profundidade com que respirou no dia em que veio ao mundo! Não deixe que coisa alguma a distraia, espere e continue esperando.
Fique parada, em silêncio, e ouça o seu coração!
Quando enfim ele falar, levante-se e vá aonde ele a quiser levar!
(Tamaro, S. Vá aonde seu coração mandar. RJ. Rocco,1996)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Amizade
Esta é uma fábula que precisamos ler e reler de vez em quando. Nos traz uma sabedoria profunda e nos dá força para investir em nossos relacionamentos. Afinal, se relacionar e se desenvolver através do outro é o nosso maior desafio. Mesmo com toda invenção tecnológica, sempre haverá um ser humano por trás destas invenções. E assim, permanece o grande desafio de todos os tempos: se relacionar com o outro!
A Fábula do Porco-Espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor. Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro... E assim sobreviveram!
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, sem deixar de admirar suas qualidades.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
CARTAS PARA JULIETA
No filme, “Cartas para Julieta”, uma jovem americana e seu noivo viajam para Verona - na Itália, onde encontra as Secretárias de Julieta, senhoras que respondem as cartas de mulheres apaixonadas. Abre-se, então, um mundo extremamente romântico, onde o amor sempre volta, mesmo que tenha se passado mais de 50 anos.
Além de romantizar um dos maiores anseios humano: a busca do amor, o filme também retrata uma especial necessidade das mulheres: a de se espelharem e se alimentarem da confiança, uma nas outras e em si mesmas, suprimindo, assim, um secreto isolamento imposto pela modernidade e competitividade do sistema patriarcal.
A autora Barbara B.Koltuv de “A tecelã” afirma que, assim como os homens, as mulheres modernas competem entre si e, secretamente, sofrem separadas umas das outras. Ás vezes, tentam encontrar o amor e a auto-aceitação nos braços de um marido. O relacionamento conjugal pode sim ser repleto de amor, mas, precisamos de uma conexão profunda com o feminino que há dentro de nós.
As mulheres precisam confiar uma nas outras e em si mesmas o bastante para mostrar suas necessidades e suas vulnerabilidades a outras mulheres. Precisamos ser espelhadas e alimentadas umas pelas outras, como na cena do filme “Cartas para Julieta” em que a senhora penteia os cabelos da jovem americana e enfatiza que tal gesto traz um dos maiores prazeres humano.
As mulheres podem servir de mães, espelhos e irmãs uma para as outras, porque isso as fortalece. “Não existe uma definição completa de mulher. Uma mulher é uma experiência e uma energia feminina que tece, que é tecida, que é desfeita e que se movimenta” sintetiza Koltuv. Podemos acrescentar, ainda, que se movimenta sempre em busca do amor pelo outro e por si mesma, como bem registrou o filme romântico em questão.
• Cartas para Julieta (EUA,2010)
• A Tecelã (Barbara B. Koltuv, Cultrix, 1990)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O que é terapia?
A terapia é um processo de auto-conhecimento: é cuidar de si mesmo para viver melhor e mais intensamente. É papel do psicólogo: ouvir e conversar com seu paciente, sem julgamentos ou críticas, de maneira verdadeira e honesta, estabelecendo confiança sessão após sessão. A terapia se torna um espaço de orientação e atenção à si mesmo em todas as etapas da vida, favorecendo o crescimento pessoal, o bem-estar e a harmonia nos relacionamentos.
Quem pode fazer terapia?
Qualquer pessoa pode se beneficiar muito de um processo terapêutico: crianças, adolescentes, adultos e idosos. É muito saudável querer lidar melhor com suas emoções, seus relacionamentos, seus medos, suas dúvidas... A terapia abre espaço para todas as questões humanas: para quem quer se conhecer melhor, para quem sofre de depressão, ansiedade, fobias, para problemas nos relacionamentos...
Qual é a melhor terapia?
A melhor terapia é aquela em que você se sente bem. O melhor psicólogo é aquele em que você confia e se sente à vontade para falar da sua vida. Quando existe empatia entre o paciente e o bom profissional, o processo se desenvolve naturalmente.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Porque aceitamos viajar e enfrentar o desconhecido?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Quem tem medo de voar?
"Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e
fazer com que as coisas não pareçam o que são."
Miguel de Cervantes em Dom Quixote, século XVII.
Você já deve ter conhecido alguém que tem medo de avião. E o que é pior, precisa viajar devido ao seu trabalho. O que para alguns poderia ser momentos de descanso, de estudo ou de possibilidade de conversar com alguém, para outros a viagem torna-se uma tortura, uma luta consigo mesmo permeada de intenso sofrimento. É muito comum jovens e adultos na faixa etária dos 20 aos 40 anos, na plenitude da vida profissional apresentarem uma ansiedade excessiva por determinadas situações como viajar de avião. E podemos nos perguntar: por que sentimos este medo de voar?
O sentimento de medo faz parte da natureza humana, nos dá limites e aciona nossa ansiedade nos colocando em posição de alarme, física e psiquicamente: dilata as pupilas, acelera o coração, enrijece a musculatura, ou seja, nos prepara para reagir. A ansiedade normal é, então, um instrumento de adaptação às exigências da vida. Já era assim nos tempos das cavernas quando o homem enfrentava animais invasores e é assim ainda hoje, quando nos deparamos com determinado perigo ou a ameaça de algo desconhecido.
Para quem tem medo de avião, não adianta explicar que esta é uma opção mais segura do que o transporte rodoviário. O fato de um vôo ser percebido como estressante não depende apenas da natureza do mesmo, mas sim do significado que atribuímos a este evento e da nossa própria personalidade. Ou seja, nossa insegurança e nosso nível de ansiedade alterada está diretamente relacionada com a nossa história de vida: nossas perdas, rejeições, responsabilidades e expectativas, bem como, com a nossa vivência atual de eventos estressores: a morte de um ente querido, o nascimento de um filho, ser dispensado ou promovido no emprego, casar-se ou separar-se.
Então, o medo de voar é um sintoma, algo que vem nos contar o que talvez já tenhamos esquecido ou não estamos conseguindo lidar. É uma representação simbólica da ansiedade que habita em nossa alma. O medo de voar pode simbolizar o medo de perdermos o controle, a insegurança de estarmos longe de casa ou a dificuldade de lidar com novos desafios propostos em nossa empresa. Estarmos nas alturas pode nos fazer deparar com a amplitude da tarefa que temos à frente, seja no âmbito profissional ou pessoal.
Então, a questão não é por que sentimos medo? A questão é: o que este medo que sentimos pode estar querendo nos dizer? Como podemos lidar com ele? Sentir medo é extremamente humano. A maneira como lidamos com este sentimento é que nos diferencia. Podemos reprimi-lo, ignorá-lo ou aceitar que ele faça parte da nossa vida e possa nos dar a oportunidade de nos conhecer melhor.
Se tivermos a coragem suficiente para agüentar o medo e discuti-lo numa terapia, poderemos com ele, descobrir um caminho de auto-conhecimento rumo à cura. Suportar o medo e não fugir à luta é uma atitude heróica que nos faz crescer como seres humanos, nos faz ser honestos com os nossos conflitos e nos torna responsáveis por nossas escolhas. Sabemos que não é nada fácil, mas diante do medo de voar, fica então, uma velha questão: vamos lutar ou fugir?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O QUE É TERAPIA?
Conhecer-se e cuidar de si mesmo é viver melhor e mais intensamente.
Cada um pode encontrar sua maneira de conhecer a própria alma. Não existe uma receita pronta. No entanto, é necessário muito empenho e dedicação. É como viajar para um lugar desconhecido: se passamos rapidamente, não teremos uma boa impressão do local. Mas se caminhamos com calma e paciência, apreciamos a beleza e os detalhes.
Nesta viagem, à este mundo interno, não poderá faltar na bagagem três itens importantes:
1. A coragem de conhecer a si mesmo;
2. A força para continuar a caminhar;
3. A confiança de que na vida, tudo muda.
Tal qual um guia turístico, a companhia de um psicólogo favorece o conhecimento e o aprofundamento. É papel do psicólogo, ouvir, observar e conversar sobre o que percebeu do seu paciente. No entanto, nesta conversa, não cabe julgamentos ou críticas. É uma conversa verdadeira, honesta e humana... extremamente, humana.
Em terapia se reúne dois seres humanos, onde o psicólogo interage e também aprende muito com o paciente. O que os une é o vínculo de confiança que é estabelecido sessão após sessão. Sem este vínculo, a terapia não acontece.
Portanto, é necessário que o paciente sinta-se a vontade, confie em seu terapeuta. Desta forma, a viagem se inicia. Passamos a nos olhar, a nos questionar e a entender que tudo o que vivenciamos na vida é um reflexo de nós mesmos.
Somos nós a referência: o que é crise para um, pode significar oportunidade para o outro. Os significados que atribuímos ao que vivemos, é o que nos diferencia. Podemos suportar qualquer coisa, desde que vejamos um significado para isso. Quando não encontramos um porquê... adoecemos física ou psiquicamente. Por isso, é tão importante embarcarmos nesta “viagem” chamada terapia.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O começo de um ano novo
Em todos os começos de novos anos, fazemos muitos planos que nem sempre podem ser cumpridos no decorrer daqueles 365 dias vindouros. Mas é benéfico começarmos o ano com esperança. Como dizia o poeta Fernando Pessoa: “navegar é preciso, viver não é preciso”, ou seja, há precisão na arte de navegar, mas na vida não temos como controlar tudo, por mais que queiramos.
A vida é para ser vivida como ela é, e isso seria bem simples se não fosse os nossos desejos constantes. Somos seres desejantes e temos que aprender a conviver com esta singularidade. Desejar não é o problema, mas o que fazemos com estes desejos, sim. Pois, além de desejar temos que ser capazes de aceitar o que não for possível. A aceitação é uma das habilidades mais difíceis para se por em prática, pois ela é sempre ultrapassada pela facilidade que temos em criar expectativas.
Um grande escritor de shows para Broadway e roteiros para o cinema, Robert Fisher, nos dá uma grande lição:
(...) A ambição originada na mente pode lhe render lindos castelos... Entretanto, somente a ambição que vem do coração pode trazer também a felicidade. A ambição do coração é pura. Ela não compete com ninguém, ela o serve de tal maneira que serve os outros ao mesmo tempo.(...) É nesse ponto que podemos aprender com a macieira. Ela se tornou graciosa, cheia de bons frutos que dá a todos. Quanto mais maçãs as pessoas retiram dela, mais ela cresce e mais formosa se torna. Esta árvore está fazendo exatamente o que macieiras devem fazer: realizando seu potencial para benefício de todos." (trechos do livro: O cavaleiro preso na armadura, Robert Fisher, Ed.Record, Rio de Janeiro, 2006)
Temos um ano inteiro para realizarmos nosso potencial em benefício de todos, ao invés de só lutarmos por aquilo que queremos. Quando incluímos o outro em nossos planos, estamos sendo responsáveis com a vida e também, sendo capazes de aceitar que tudo tem o seu tempo... independente das nossas expectivas.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Conflito de gerações
O jovem com este perfil está muito mais apto à mudanças e vive seu dia-a-dia com mais praticidade. O que não significa ausência de problemas e sentimentos. Apesar de ser a geração do futuro e estarem sempre atualizados com o que há de mais moderno, eles tentam viver o presente intensamente, e pela imaturidade, as vezes exageram na dose.
As gerações anteriores costumam repudiar, nem sempre com razão, a maneira como os jovens lidam com os relacionamentos. No campo profissional, acham que os jovens desprezam a hierarquia por quererem rapidamente chegar ao topo, ou ficam pulando de uma empresa para outra. No campo amoroso, os mais velhos desconfiam da veracidade dos relacionamentos.
Será que não estamos olhando para estes jovens de hoje com as lentes da juventude que vivenciamos no passado? Há exageros em alguns casos, é claro. Mas também há jovens que desfrutam da praticidade e dos recursos disponíveis para sua geração e, que se relacionam com mais autenticidade e menos obrigatoriedade.
Empresas que não conseguirem mesclar a experiencia de seus executivos com a criatividade e disponibilidade dos jovens profissionais, irão perdê-los certamente, pois os jovens não estão presos a estabilidade de emprego, a visão paternalista, e sim, a realização e valorização de sua carreira profissional. Eles são mais ambiciosos e audaciosos, respeitam a autoridade dos superiores – desde que não seja imposta com autoritarismo.
Talvez, o que podemos, a todo momento, reforçar para esta nova geração é a responsabilidade consigo mesmo e com o outro, na hora de fazer suas escolhas.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A adolescência de pais e filhos
Para isso, os pais precisam resgatar a vivência da sua própria adolescência e, ao fazerem isso, perceberem quais foram as suas dificuldades, como lidaram com os conflitos entre as gerações e o que ficou, para eles, desta fase.
Alguns irão reviver sua adolescência com uma certa nostalgia e alegria pelo que puderam fazer e descobrir naqueles tempos. Outros, no entanto, ao reviverem este período, entraram em contato com marcas profundas de angústia e repressão.
Por sua vez, os adolescentes estão lidando com as descobertas, com as dúvidas, com as inúmeras mudanças física e psicológicas e, nem sempre se sentem a vontade no relacionamento familiar.
As recordações e preocupações cotidianas dos pais e a intensa transformação dos filhos, podem ocasionar um desgaste expressivo na relação familiar, contaminando também, o relacionamento do adolescente consigo mesmo e com o mundo externo. Isso tudo acaba gerando uma tempestade de emoções mal resolvidas para ambos os lados: pais e filhos.
As vezes é necessário a ajuda de um psicólogo para melhorar o relacionamento familiar. Tanto os pais, como os adolescentes, se beneficiam muito de uma terapia (familiar ou individual). É um espaço que se cria para falar dos problemas, das dúvidas e dos sentimentos.
O intuito é promover a comunicação familiar - propiciar o diálogo franco e construtivo; equilibrar as emoções - fortalecendo pais e filhos para lidarem da melhor maneira possível com os conflitos e fortalecer o amor para que, através dele, cada um possa crescer, fazer suas escolhas e ser responsável por elas.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O universo feminino nos contos de fada
Se prestarmos atenção nos contos de fada que ouvimos sobre bruxas e rainhas vamos perceber que o comportamento delas se parece muito com o das mulheres reais como eu e você.
Isso nos faz pensar que, de alguma forma, nós mulheres temos uma cumplicidade íntima, algo em comum que nos faz entender perfeitamente uma na outra, em qualquer parte do mundo ou do tempo. Este elo de ligação se dá através do sentimento, que é uma linguagem universal: todas nós conhecemos o que é o amor, o ódio...
Através do sentimento, os contos de fada nos apresentam diversos aspectos do feminino na tentativa de esclarecer: o que é que nos faz sentir que somos femininas? Ser passiva, boazinha, meiga, preocupadas com a educação dos filhos, zelosas com a casa, carinhosas com o marido? O que mais nos faz sentir mulher?
Há uma tendência em classificar os comportamentos femininos como se houvesse um rígido modelo a ser seguido. No entanto, a alma da mulher se expressa através dos seus medos, de sua ingenuidade, de seu orgulho, de sua teimosia, seus ciúmes, sua vaidade e sua provocação. A mulher vai se expressando sob diversas formas conforme as situações encontradas no seu caminho.
Os contos populares são, na verdade, caricaturas dos diversos comportamentos que encontramos nas mulheres. Todas nós temos algo tanto da bruxa como da fada, da menininha abandonada ou da madrasta mais malvada. Afinal, somos meigas, mas também sentimos raiva, ciúmes, às vezes queremos colo, às vezes estufamos o peito e encaramos o que vier pela frente... E é isso que nos faz ser mulher: a riqueza da dinâmica destes opostos que existe em nós.
Podemos encontrar esta diversidade de aspectos femininos nos contos, mas não um manual de como ser ou tornar-se mulher. Os contos de fada nos levam para um universo rico de sabedoria. É só se dispor a ler o “Era uma vez” para que já se crie uma íntima ligação da mulher que somos hoje e as personagens apresentadas. Faça um teste! Permita-se ser tocada por aquela história que você mais gostava quando criança... e pergunte-se se não há um pouco dela em você!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Toda viagem é, a princípio, uma grande surpresa!
Nascemos em uma determinada família, em uma determinada cultura e num determinado lugar. Somos o resultado de tudo isso somado a vivência de cada individuo em seu tempo, ou seja, a maneira subjetiva como cada um de nós enxerga o que acontece a nossa volta.
Quando viajamos, nos aventuramos para além da nossa casa, da nossa família, da nossa cultura. Nos tornamos muito vulneráveis, não só porque estamos em lugares desconhecidos e nos sentimos desprotegidos. Mas principalmente, porque estamos diante de crenças muito diferentes das nossas, que questionam nossas referências e abalam nosso equilíbrio psíquico.
Porque aceitamos viajar, sair do nosso espaço, enfrentar o desconhecido? Sempre temos que fazer uma escolha, até mesmo quando aceitamos não escolher. A viagem exprime um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiencias novas, mais do que de um deslocamento físico.
Aceitar viajar é aceitar dar uma pausa na rotina, enxergar a vida por outro ângulo, vivenciar experiências diferentes e se permitir encarar o desconhecido: não só o que habita em outro país, mas principalmente, o que desconhecíamos em nós mesmos. Toda viagem provoca uma viagem ao interior de si mesmo.
Há pessoas que nos estimulam a buscar os tesouros que existem além dos portões da nossa rotina, sem nos deixar de alertar sobre os perigos que encontraremos no caminho. E há pessoas que desconhecemos. São os estrangeiros.
O encontro com o outro que desconhecemos requer uma mente aberta, o que significa não ficarmos só nos julgamentos. Temos que abrir espaço para o diálogo. A escuta do outro promove uma transformação em nós e propicia a interação, um caminho para ambos desfrutarem: porque só nos conhecemos através do outro.
Mas a idéia de estarmos num país estranho, em que se fala uma outra língua, com clima e costumes tão diferentes dos nossos, e não estarmos com tudo o que necessitamos, pode nos angustiar. O que levar em nossas malas? Queremos tornar nossa viagem a mais confortável e segura possível, é por isso, que sempre carregamos objetos que simbolizam afetivamente o amor ao local de onde partimos.
São objetos que nos relacionam à nossa casa e ao nosso chão – nenhum outro lugar no mundo nos traz mais segurança e conforto do que a nossa casa e o nosso chão. Por isso, nossas malas sempre irão estar recheadas de coisas que não precisamos, mas que nos dão segurança para lidar com tudo aquilo que iremos viver. É como se quiséssemos enfrentar o desconhecido de uma maneira já conhecida.
Mas os objetos na mala se deslocam durante a viagem, e em breve, percebemos que nada estará no lugar exato em que deixamos. Porque mudar faz parte da vida. Como dizia o filósofo grego Heráclito: “Tudo flui. Não se pode entrar no mesmo rio duas vezes. Porque, ao entrarmos pela segunda vez, não serão as mesmas águas e nem seremos a mesma pessoa.”
Nossa bagagem é o nosso pequeno patrimônio em terras estranhas. Aos poucos vamos percebendo que a segurança maior não está nas coisas, mas em nós mesmos e na interação com o outro. Em toda viagem, assim como na vida, há uma relação de troca. O anfitrião, seja ele o país, um parente, um amigo, enfim, quem nos recebe nos oferece abrigo, alimento etc. O viajante sempre leva o entusiasmo, a esperança, a curiosidade e a gratidão. Quem não acredita nesta relação de troca, não conseguirá desfrutar de uma viagem intensamente.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Mães que amam demais
Quando nos tornamos mãe, tentamos de todas as maneiras negar a possibilidade de que nossos filhos irão, um dia, voar do ninho. Fazemos de tudo por eles e não queremos nem pensar no assunto: “os filhos devem ser criados para o mundo”.
No fundo sabemos disso, os filhos vão mesmo crescer e terão suas escolhas e oportunidades pela vida. Mas quando uma mãe ama demais, pensar na separação, no corte do “cordão umbilical” é quase insuportável. O que queríamos mesmo, é que nossos filhos ficassem para sempre perto de nós.
Como isso não é possível, pois crescer faz parte da vida, temos que tentar entender melhor este amor de mãe, para que nossos filhos possam crescer e amadurecer, ou seja, permitir que eles se tornem adultos responsáveis por suas próprias vidas. Afinal, este amor incondicional de mãe pode tanto nos dar “força” para deixarmos os filhos se desenvolverem ou “poder” para torná-los sempre infantis. Necessitamos da força ou queremos o poder?
Quando nosso amor está baseado no “poder” de gerar, parir, nutrir e proteger, provavelmente, vamos demonstrar aos nossos filhos, o lado possessivo deste amor maternal, ou seja, que eles serão eternamente dependentes de nós e, isso os fará crescerem frágeis e incapazes, pois desde cedo, os ensinamos que “mamãe”: “sempre sabe o que é melhor para você e você nunca irá me desapontar”.
Quando nosso amor de mãe está baseado na “força” da maternidade, estaremos conectadas ao lado positivo do amor maternal, gerando, parindo, nutrindo e protegendo, porém, respeitando a individualidade de nossos filhos. Apesar deles terem sido gerados em nosso ventre, são indivíduos e por amá-los tanto, devemos capacitá-los a fazerem escolhas e serem responsáveis por elas. Desde cedo, “mamãe” deve ensinar que: “você é capaz de escolher o que quer. E eu respeito suas escolhas.”
Porque amar não é só criar, é educar. Amar não é anular, é gerar e libertar. Amar não é prender, é proteger. Amar não é rejeitar, é nutrir. Nossos filhos terão que voar do ninho, porque mudar faz parte da vida, mas sempre poderão contar com o amor que temos por eles e que nos faz respeitá-los como são e respeitar suas escolhas.
Quando agimos assim, desenvolvemos as potencialidades humanas de nossos filhos e também cuidamos mais de nós mesmas, ou seja, nos tornamos aberta às possibilidades da vida – que são muitas e não se restringe somente a nos tornarmos mães.
Se nos ocupamos daquilo que nos faz bem, que nos nutre e preenche, nunca sentiremos que o ninho está vazio, porque sempre iremos poder contribuir com a vida – a nossa e a de nossos filhos, e assim, nosso ninho estará repleto de um amor verdadeiro – por nós mesmas e por nossos filhos.
Seis lembretes para as mães que amam demais:
Viver dia-a-dia;
Organizar-se em seus papéis de mãe, profissional, esposa e mulher;
Ser realista e otimista;
Perdoar-se pelos erros e enganos;
Ter fé na vida e em Deus;
Acreditar no amor e na intuição maternal.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Nutrir a si mesma
Desde que houve a divisão das células e passamos a nos desenvolver no útero de nossa mãe, fomos alimentados por ela durante a gravidez, a infância e adolescência. Depois disso, deveríamos saber como nos alimentar de maneira saudável, pois, desta forma, podemos manter um corpo bonito, uma pele saudável até mesmo quando envelhecermos.
Mas, nem só de pão vive o homem e este ditado é antiguíssimo! As vezes o que procuramos não é comida. As vezes sentimos fome de outras coisas e precisamos prestar muita atenção em nós mesmas, para descobrirmos o que é.
Você tem fome de quê? Nem sempre uma mesa farta, um sanduíche enorme, um pacote de salgadinhos, picanha, lasanha... nem sempre isso nos sacia. “A gente não quer só comer!” diz a música do Titãs, precisamos de algo mais. Algo que alimente nossa alma, pois é ela que está faminta.
Faminta de quê? Não sei. Cada um deve descobrir o que lhe falta: atenção, reconhecimento, carinho, amor, relacionamento, espiritualidade... Não é difícil descobrir. O difícil é aceitarmos que necessitamos de algo mais do que consumimos diariamente, ou do que recebemos diariamente.
Faça um exercício simples: pense em você por alguns minutos! Pergunte-se: você tem fome de quê? E ao descobrir, não se apavore. Apenas procure maneiras saudáveis de se nutrir. Use da sua criatividade, iniciativa e determinação... com você mesma.
Algumas atividades simples, nutrem a nossa alma: jardinagem, uma boa leitura, um passeio no parque, terapia, um curso ou palestra, meditação ou simplesmente, alguns minutos de quietude. Descubra o que lhe faz bem, o que lhe nutre e organize seu dia ou sua semana para que este “alimento” faça parte da sua vida!









